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OLÁ! EU SOU A SILVANA

Consultoria, Mentoria e Capacitação de Professores

Trago uma experiência de mais de 20 anos formando professores para melhoria da aprendizagem através de metodologias ativas com base em pesquisas. 

PhD e Mestre em Educação pelo King’s College, Universidade de Londres, trabalhei com integração de tecnologia no ensino e coaching de ensino-aprendizagem.

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Planejar para Aprender: minha provocação na Bett Brasil 2026

Entre planejar e aprender, existe o ensino. E o ensino é a ponte que deve sustentar a aprendizagem. Mas quando o planejamento não é verdadeiramente intencional, o ensino se dispersa em múltiplas direções, acumula atividades, perdendo o foco. O resultado? Estudantes que executam tarefas, mas não têm clareza sobre qual é, afinal, a aprendizagem esperada. Se desejamos um resultado de aprendizagem sólido e duradouro, precisamos de um planejamento intencional que organiza o ensino a partir da perspectiva dos estudantes.

Este será o contexto da minha provocação na Bett Brasil 2026, partindo de uma pergunta:

E se pudéssemos criar uma instituição onde os professores recebem todo o apoio necessário para alinhar planejamento e ensino rumo a uma aprendizagem duradoura?

Partindo dessa provocação, precisamos reconhecer que a formação de professores não pode se limitar a discutir estratégias de sala de aula de forma isolada. Ela precisa integrar ensino e planejamento como partes de um mesmo sistema, conectados entre si e alinhados ao resultado de aprendizagem esperado.

Porque não basta ensinar melhor: é preciso planejar melhor para ensinar com direção. 

Só assim a aprendizagem que desejamos deixa de ser uma intenção abstrata e passa a se tornar evidência concreta: aparece de forma clara nas avaliações e, sobretudo, torna-se visível para os próprios estudantes, que passam a compreender claramente a habilidade que estão desenvolvendo e o percurso que estão trilhando.

Na Bett 2026, irei mediar uma atividade prática fundamentada em princípios de Design Thinking, na qual os participantes poderão explorar diferentes campos de formação docente com o propósito de alinhar planejamento, ensino e aprendizagem. Partiremos de um exemplo concreto de alinhamento utilizando o conceito de planejamento reverso com a Taxonomia de Bloom (Se você deseja saber mais sobre planejamento reverso, convido a ler meus artigos relacionados que estão listados no final deste post).

Veja neste vídeo o meu convite e descrição desta proposta para a Bett Brasil 2026. 

No dia 7 de maio, estarei no Espaço Criativo do Congresso de Educação Básica, conduzindo essa experiência prática que convida gestores, formadores e professores a repensarem, de forma sistêmica, o alinhamento entre planejamento, ensino e aprendizagem.

A seguir, entenda quais são os campos para formação docente que os participantes irão explorar durante esta atividade na Bett. 

Estão todos convidados a participar dessa reflexão e construção coletiva!

Clareza sobre o resultado de aprendizagem

O ponto mais importante de um alinhamento entre planejamento e ensino é a definição clara do resultado de aprendizagem que se deseja alcançar. Essa centralidade é respaldada por pesquisas e práticas baseadas em evidências (Ex: John Hattie, Larry Ainsworth, Jan Chappuis, Grant Wiggins, Jay McTighe e Dylan Wiliam).

Ter clareza sobre o resultado de aprendizagem implica definir um objetivo focado, relevante para o estudante e formulado por meio de um verbo de ação que explicite o nível de complexidade cognitiva envolvido. Mais do que isso, exige antecipar evidências com a pergunta: que desempenho observável demonstraria que o resultado esperado foi alcançado?

Avaliações tradicionais baseadas em listas de exercícios ou conjuntos de perguntas não garantem essa clareza, porquea aprendizagem tende a aparecer diluída, sem um propósito unificador explícito. O estudante responde às demandas, mas pode não perceber qual habilidade está sendo construída ao longo do processo.

A Base Nacional Comum Curricular facilitou a definição de resultados de aprendizagem mais claros. Mas ainda assim, podemos encontrar “planejamentos” que se limitam a um “copia e cola” da BNCC, sem que os professores tenham realmente se apropriado do significado de uma habilidade. Ou seja, sem compreender suas implicações para o ensino e sem explicitar quais evidências realmente demonstrariam que essa aprendizagem foi construída.

É essencial oferecer espaços e estratégias para que os(as) professores(as) possam analisar, discutir e tornar o resultado de aprendizagem realmente claro:  não apenas como enunciado, mas como norte compartilhado com colegas e estudantes e como eixo estruturante do planejamento e da avaliação.

Coerência entre ensino e resultado de aprendizagem

Para não se perder na hora de ensinar, é essencial um planejamento orientado pelo resultado de aprendizagem esperado. E para ajustar o ensino na direção desse resultado, é necessária uma avaliação capaz de gerar as evidências de aprendizagem que esperamos observar.

Quando a avaliação está bem alinhada ao objetivo, ela funciona como uma bússola: permite verificar se estamos no caminho certo e realizar os ajustes necessários para que o ensino realmente conduza ao resultado planejado. 

Podemos analisar o ensino a partir de dois ângulos complementares.

O primeiro é o ângulo do planejamento. Perguntamos: estamos considerando todos os elementos necessários para que os estudantes desenvolvam a habilidade esperada? Estamos ensinando esses elementos de forma explícita e intencional? Ou estamos presumindo que os estudantes farão conexões por conta própria, sem que tenham oportunidades estruturadas para trabalhar ativamente os conteúdos envolvidos?

O segundo ângulo é o da avaliação. As evidências de aprendizagem indicam, com precisão, que os estudantes estão alcançando o objetivo esperado? Ou são genéricas demais para revelar quais componentes da habilidade ainda precisam ser fortalecidos? Que ajustes no ensino podem preencher lacunas, reduzir dificuldades ou ampliar o nível de desafio?

Sabemos que ensino é o principal motor da aprendizagem, mas sua potência depende de intencionalidade: é preciso assegurar que cada componente do resultado esperado seja efetivamente ensinado e acompanhado por evidências que permitam verificar seu desenvolvimento.

Talvez seja necessária uma transformação em algumas de nossas práticas avaliativas, deslocando o foco para evidências diretamente vinculadas ao verbo de ação que expressa a habilidade em desenvolvimento nos estudantes. 

Talvez seja necessária uma transformação em algumas de nossas práticas de ensino, criando condições para que os estudantes tenham maior espaço de exploração ativa dos conteúdos, de maneira intencional, estruturada e orientada ao resultado de aprendizagem esperado.

Precisamos criar espaços em que professores(as) possam refletir, de forma colaborativa e segura, sobre a coerência entre planejamento, ensino e avaliação, fortalecendo a qualidade das decisões pedagógicas.Ciclo de implementação do alinhamento em sala de aula

Ciclo de implementação do alinhamento em sala de aula

Professores precisam de formação continuada que os ajude a planejar aulas com intencionalidade, orientadas por um resultado de aprendizagem claro e sustentadas por avaliações capazes de gerar evidências consistentes da aprendizagem esperada.

Mas o conhecimento adquirido na formação, por si só, não garante mudança de prática. É indispensável um ambiente seguro, com apoio contínuo, que encoraje a experimentação, a reflexão e o aprimoramento.

Além disso, diferentes formas de devolutiva são essenciais para que o(a) professor(a) possa analisar a própria implementação, identificar ajustes necessários e manter o foco no resultado de aprendizagem que está sendo efetivamente construído pelos estudantes.

Se investir tempo em uma implementação cuidadosa parece excessivo, pense no custo da improvisação: horas gastas apagando incêndios, retrabalhos constantes e esforços dispersos em múltiplas iniciativas que não conversam entre si e que, por isso, não produzem os resultados desejados.

Quando a formação docente é organizada em um ciclo que integra aprendizagem, implementação, devolutivas e ajustes sucessivos da prática, cria-se um ambiente que reduz inseguranças e amplia a confiança, sustentada por resultados de aprendizagem concretos e observáveis.

Não é necessário definir uma estrutura rígida de implementação. O processo pode ser flexível e adaptado à realidade da escola. O feedback, por exemplo, não precisa vir apenas de gestores ou coordenadores; pode e deve acontecer também entre os próprios professores, fortalecendo uma cultura de colaboração profissional.

A análise de evidências de aprendizagem e a revisão de planos de aula podem ser incorporadas a reuniões formativas regulares, tornando o alinhamento parte da rotina pedagógica.

Tampouco é preciso transformar todas as aulas, em todas as áreas, ao mesmo tempo. A implementação pode começar de forma estratégica, em cursos ou unidades de estudo selecionados com base em prioridades institucionais ou em necessidades identificadas por exames externos, por exemplo.

Um alinhamento consistente entre planejamento, ensino e aprendizagem exige a integração intencional de formação docente, observação da prática e devolutivas estruturadas. Isso pode ser feito por meio de formatos inovadores que articulem a formação com a prática cotidiana em sala de aula, aproximando teoria e ação pedagógica.

Participação e Colaboração Docente

Qualquer inovação ou implementação de novas estratégias, para alcançar resultados consistentes, depende da construção de entendimentos compartilhados entre gestão e corpo docente. Isso exige clareza sobre o que se pretende transformar e por quê, mas também diálogo sobre como conduzir a instituição na direção dessa visão.

Entre todas as estratégias de ensino possíveis, o alinhamento entre planejamento, ensino e aprendizagem se destaca como o eixo estratégico que deveria guiar uma instituição. É esse alinhamento que assegura coerência, foco e direção às práticas pedagógicas.

Para que isso se concretize, a participação e a colaboração docente são fundamentais, pois são os professores que traduzem essa coerência em decisões pedagógicas cotidianas, no contexto real da sala de aula.

É fundamental lembrar que, sem alinhamento a um resultado de aprendizagem claro e compartilhado, nenhuma iniciativa alcança seu pleno potencial. Isso vale para a implementação de inteligência artificial, gamificação, aprendizagem baseada em projetos, desenvolvimento socioemocional e tantas outras propostas inovadoras.

Sem alinhamento, as iniciativas se acumulam; com alinhamento, elas se potencializam.

Precisamos imaginar formas criativas de promover trocas significativas entre professores, fortalecendo entendimentos compartilhados e planejamentos alinhados ao resultado.

Existem diversos aspectos do planejamento, do ensino e da aprendizagem que podem gerar discussões altamente produtivas. Um aspecto fundamental é o porquê de se fazer um alinhamento, mas outros três merecem destaque.

O primeiro é a “visão de sucesso” da aprendizagem. Quando professores do mesmo curso respondem à pergunta “qual é a cara do sucesso nesta aprendizagem?”, surgem debates que podem surpreender, e que tornam o resultado esperado mais explícito, visível e mensurável.

O segundo aspecto é o uso de exemplos concretos de sucesso. A construção de um banco de desempenhos que expressem claramente o padrão esperado fortalece a coerência pedagógica ao longo do tempo, lembrando que avaliações precisam ir além de testes de múltipla escolha e incluir diferentes formas de demonstrar a habilidade desenvolvida.

O terceiro aspecto é a observação de sala de aula entre professores, com foco definido e impacto real no desenvolvimento profissional. Para que funcione, essa prática precisa ser ensinada e sustentada em um ambiente seguro de aprendizagem docente.

Evidências sobre o Impacto na Aprendizagem

A ideia de coletar evidências de aprendizagem vai além da concepção tradicional de avaliações somativas. No modelo mais tradicional, a avaliação muitas vezes funciona como uma “caixa preta”: o(a) professor(a) decide o que avaliar e como avaliar, e a nota acaba sendo utilizada, por vezes, como um mecanismo de pressão.

No entanto, evidências de aprendizagem precisam cumprir um papel mais preciso. Elas devem oferecer informações claras sobre onde o estudante se encontra em seu processo de aprendizagem e sobre o que ainda precisa ser desenvolvido para alcançar o objetivo final. Quando bem utilizadas, essas evidências se tornam ferramentas para orientar o ensino e apoiar o progresso dos estudantes.

Evidências de aprendizagem são, portanto, indicadores do impacto das estratégias de ensino, orientando os professores no alinhamento entre planejamento, ensino e aprendizagem.

Para que essa medida de impacto seja mais precisa, é fundamental explicitar critérios de sucesso para o objetivo de aprendizagem. Esses critérios devem ser qualitativos e descritivos, servindo, idealmente, como base para a construção de rubricas de avaliação.

Precisamos explorar critérios de sucesso qualitativos e desenvolver formas criativas de apoiar os professores na análise de evidências de aprendizagem, de modo a orientar ajustes intencionais no ensino e enriquecer o diálogo pedagógico.

Artigos relacionados

Se você deseja saber mais sobre planejamento reverso com a Taxonomia de Bloom – a teoria que embasa este artigo e a minha participação na Bett Brasil 2026 – leia também os artigos relacionados publicados na minha newsletter:

Se você quiser aprender mais …

PALESTRA e WORKSHOP: 

Se você representa uma instituição e gostaria de saber mais sobre formação de professores para um planejamento didático estratégico, com base na Taxonomia de Bloom e no planejamento reverso, conheça a PALESTRA Dialogada e o WORKSHOP oferecidos pela SilvanaScarsoED. 

Acesse as informações e agende uma conversa sem compromisso:

  • PALESTRA: Acesse no site da SilvanaScarsoED > Para instituições > PALESTRA Planejamento Estratégico de Aulas com a Taxonomia de Bloom
  • WORKSHOP: Acesse no site da SilvanaScarsoED > Para instituições > WORKSHOP Taxonomia de Bloom no Desenvolvimento de Habilidades

LIVRO:

Para aprender sobre como criar um objetivo de aprendizagem claro e significativo, confira o meu livro: “CLAREZA DO PROFESSOR: (Re)Considere a sua identidade de educador(a) para uma aprendizagem ativa eficaz”. 

Acesse as informações sobre o livro no site da SilvanaScarsoED > Conteúdos > Livros

MENTORIA:

Para um acompanhamento individual que ajuda a fazer uma planejamento de aulas intencional, confira a minha MENTORIA individual online e agende um bate papo sem compromisso. 

Acesse as informações da mentoria no site da SilvanaScarsoED > Mentoria > Mentoria de Planejamento Intencional de Aulas.

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