O seu PLANO DE AULA tem ATIVIDADE AVALIATIVA?
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OLÁ! EU SOU A SILVANA

Consultoria, Mentoria e Capacitação de Professores

Trago uma experiência de mais de 20 anos formando professores para melhoria da aprendizagem através de metodologias ativas com base em pesquisas. 

PhD e Mestre em Educação pelo King’s College, Universidade de Londres, trabalhei com integração de tecnologia no ensino e coaching de ensino-aprendizagem.

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O seu PLANO DE AULA tem ATIVIDADE AVALIATIVA?

Tradicionalmente, um plano de aula era isso mesmo: aula, e no formato expositivo. Depois passamos pelo movimento das metodologias ativas, e começamos a introduzir atividades para engajamento do estudante, ou o “mão na massa”. Mas hoje, com o acúmulo de evidências sobre estratégias de alto impacto na aprendizagem, precisamos nos perguntar: o o que realmente deve compor um plano de aula para promover uma aprendizagem significativa, profunda e duradoura?

Para que o ensino gere maior impacto na aprendizagem dos estudantes, é preciso mudar a forma de enxergar as atividades apenas como “exercícios”, projetos, tarefas, ou prática. Precisamos vê-las como oportunidades para tornar a aprendizagem visível e mensurável, tanto para os professores quanto para os próprios estudantes. Isso não significa corrigir e atribuir notas o tempo todo, mas sim criar situações em que seja possível observar o processo de aprendizagem em ação, permitindo intervenções mais eficazes por meio de feedback e ajustes focados no ensino.

Quem conhece, ou ouviu falar sobre o conceito de avaliações formativas, pode dizer que é sobre isso que estou falando. De fato é sobre isso, porém é muito mais do que isso. O que proponho é ir além de definições estáticas e explorar, na prática, o que significa tornar o processo formativo parte integrante e intencional do cotidiano do ensino e da aprendizagem, através de um planejamento estratégico.

Mas antes de entrar na explicação, quero destacar a relevância do feedback como uma forma de ensinar, e o grande impacto que esta prática pode ter na aprendizagem (desde que seja bem feita). O primeiro passo para que isso aconteça é o planejamento de atividades que oferecem uma “janela” para o processo dos estudantes, ou seja, as atividades avaliativas.


A função do PLANO DE AULA no PROCESSO de aprendizagem

Todo plano de aula precisa ser visto como parte de um processo que conduz a um resultado de aprendizagem claro, ou seja, a um objetivo de aprendizagem bem definido. Isso é tão importante que eu não me canso de enfatizar. Sem essa clareza, é difícil planejar um processo formativo que realmente ajude os estudantes a alcançar esse objetivo com sucesso.

Por isso, um objetivo de aprendizagem claro NÃO pode focar em um tópico, ou um conteúdo. Tópicos são, por definição, genéricos: aprender sobre “células”, “alimentos saudáveis”, “democracia”, “Excel”, ou qualquer outro tópico. Para que o objetivo de aprendizagem seja mais claro, é preciso primeiramente contextualizar e focar esse conteúdo, por exemplo: aprender sobre “a função da parede celular na defesa contra patógenos” ou aprender sobre “macronutrientes em alimentos saudáveis”. 

MAS, para que o objetivo de aprendizagem seja de fato visível, mensurável, além de significativo, é preciso acrescentar um VERBO DE AÇÃO. Por exemplo: ser capaz de “identificar elementos da parede celular que protegem contra bactérias, fungos e meio ambiente”, ou ser capaz de “criar uma tabela nutricional para um suco saudável”. Esse trabalho de focar o objetivo final de aprendizagem já faz parte do planejamento da avaliação final, ou seja, é o momento em que definimos qual será a “cara do sucesso” para aquele objetivo de aprendizagem. 

Depois que sabemos com clareza qual é a ““cara do sucesso” no objetivo de aprendizagem final, podemos estruturar uma sequência de “planos de aula” que ajudem os estudantes passo a passo na direção deste resultado. E como fazemos isso? Utilizando a Taxonomia de Bloom como guia. 


ATIVIDADES planejadas como um VERBO DE AÇÃO

Atividades precisam ter intencionalidade pedagógica tanto quanto o objetivo final de aprendizagem. Podemos planejar qualquer tipo de atividade, mas é fundamental que cada atividade ou grupo de atividades culmine com um SABER FAZER algo útil e significativo com o conteúdo através de um VERBO DE AÇÃO. Este tipo de atividade deve oferecer uma oportunidade para que os estudantes tornem sua aprendizagem visível para si mesmos, para os(as) colegas e para o(a) professor.

Vamos supor que os estudantes estejam aprendendo sobre alimentação saudável e o objetivo final é demonstrar a capacidade de “examinar os efeitos de um suco saudável no organismo a partir de seus nutrientes’. Utilizando a Taxonomia de Bloom como guia para o planejamento de aulas, podemos criar atividades voltadas para o nível de “COMPREENSÃO” do que são macro e micronutirentes em uma alimentação saudável.  Nesse nível, podemos propor grupos de leitura, rodas de discussão, criação de pôsteres explicativos ou outras atividades que favoreçam a construção ativa do conhecimento (indo além da aula expositiva tradicional).

MAS é fundamental incluir, ao final, uma ATIVIDADE intencionalmente alinhada a um VERBO DE AÇÃO que permite ao estudante demonstrar o que aprendeu de forma INDIVIDUAL e AUTÔNOMA. Por exemplo, uma atividade onde o estudante irá demonstrar sua capacidade de “EXPLICAR a função de macro e macronutrientes para uma alimentação saudável”. Esta explicação pode ser escrita, gravada, filmada, ou compartilhada com colegas para feedback. 

Veja que este tipo de ATIVIDADE AVALIATIVA funciona como aprendizagem visível e mensurável, ou seja, ela cumpre duplamente o papel de instrumento de avaliação e de experiência de aprendizagem. Veremos a seguir como incorporar uma atividade avaliativa no processo formativo do estudante, de forma intencional e alinhada ao objetivos de aprendizagem final.


A ATIVIDADE como AVALIAÇÃO FORMATIVA

As ATIVIDADES AVALIATIVAS são a cereja do bolo em cada degrau na direção do objetivo de aprendizagem final. Quando planejadas de forma intencional, elas tornam a aprendizagem visível e mensurável, permitindo que o estudante não apenas demonstre o que aprendeu, mas também receba feedback útil sobre seu processo de aprendizagem.

Quando o estudante recebe feedback sobre cada degrau no processo de aprendizagem, ele(a) consegue agir sobre a própria aprendizagem e corrigir a sua trajetória, se necessário. Este é o princípio da avaliação formativa: oferecer feedback sobre o desempenho e garantir ao estudante a oportunidade de AGIR sobre este FEEDBACK. Mas para que isso aconteça, cada degrau no processo de aprendizagem precisa fazer sentido PARA O ESTUDANTE. É preciso explicar o papel de cada “degrau” na construção do objetivo final de aprendizagem( além de deixar claro qual é esse objetivo e porque vale a pena alcança-lo).

Estas avaliações formativas não precisam ser um bicho de sete cabeças. Não é necessário fazer correções intermináveis. O que é preciso sim é oferecer um feedback focado e útil sobre o resultado da atividade avaliativa. Isso pode ser feito através de rubricas de avaliação, que descrevem os critérios de qualidade esperados na atividade, junto com exemplos. Este tipo de rubrica “qualitativa”, ajuda o estudante na autoavaliação além de permitir feedback entre pares. 

O(a) professor(a) também pode utilizar uma rubrica (ou não) para fazer três “pilhas” (se for em papel, ou organizar em pastas, se for digital): uma pilha para atividades de estudantes que atingiram o objetivo, outra pilha para atividades de estudantes que não atingiram o objetivo, e uma terceira pilha para atividades de estudantes que precisam melhorar em um critério específico. Esta estratégia de “pilhas” torna a tarefa do(a) professor(a) mais rápida e permite um olhar mais preciso sobre a aprendizagem da turma. O(a) professor(a) pode formar um grupo estratégico com os estudantes que precisam melhorar e oferecer feedback. Ou o feedback pode ser oferecido para toda a turma.

Enfim, existem inúmeras opções que não irão caber aqui neste artigo. O importante é que o estudante consiga entender se atingiu ou não a expectativa do nível de “compreensão”, por exemplo, com a sua explicação. E porquê não atingiu e como melhorar, para que sua compreensão não atrapalhe o objetivo final que é mais complexo. 

Veja que as atividades avaliativas (avaliações formativas) devem contar uma história para o estudante, que vai saber a sua chance de ter sucesso no objetivo final. Esta história é contada pelo(a) professor, que por sua vez precisa ter clareza sobre o objetivo final e intencionalidade no sue planejamento.

E aqui vai uma nota final sobre feedback: para que seja útil, precisa ser focado e gentil. Não adianta oferecer feedback sobre tudo ao mesmo tempo, porque a tendência do estudante é se fechar e não agir sobre o feedback. Por isso, escolha as suas batalhas e foque o feedback no que é essencial, ou ofereça feedback em partes. Além disso, o feedback precisa ser gentil no sentido de não focar na pessoa e sim na aprendizagem (ou no processo de crescimento através da aprendizagem). Feedback útil não aponta erros, mas questiona o estudante sobre como sua aprendizagem pode atingir a expectativa daquele nível. Feedback útil empodera o estudante a pensar por si mesmo(a) e traçar suas estratégias de aprendizagem (claro, com apoio do(a) professor).

Se você quiser saber mais sobre feedback, leia no BLOG sobre “FEEDBACK “EFICAZ” como forma de ENSINAR nas metodologias ativas”


Se você quiser aprender mais …


Se você se interessa por esta abordagem e deseja trilhar um caminho individual com o meu apoio e feedback, veja minha  MENTORIA de PLANEJAMENTO DIDÁTICO ESTRATÉGICO


Ou se você acredita que sua instituição pode se beneficiar desta abordagem, veja as informações sobre o WORKSHOP TAXONOMIA DE BLOOM no desenvolvimento de HABILIDADES

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